Após uma passagem pouco memorável pelo F.C. Porto, e outra passagem sem memórias do Mundial de 2018 pela Espanha (foi dispensado por ter assinado pelos Merengues antes da competição), Julen Lopetegui acumulou outro cromo na sua invejável caderneta de despedimentos no passado fim-de-semana.
O Espanhol, cujo nome ainda permanece impronunciável para Jorge Jesus, aventurou-se na boca do lobo, a mais conhecida e temida porta giratória para estagiários à frente de uma equipa de futebol: o Real Madrid, agora afundado na tabela classificativa após três meses de trabalho.
O desfecho inteiramente previsível já foi reinvidicado pelos adeptos Portistas que se dirigiram imediatamente a Florentino Perez, o patrão dos actuais campeões Europeus, com um Portunhol muito arranhado, “Ves? Ves? Que te habiamos dicho, coño? Quien te avisa tu amigo es.”
Ainda assim, a larga maioria dos Portuguesas é capaz de empatizar com a situação de Lotopegui, agora que procura maior estabilidade na sua vida profissional, e pondera seriamente emigrar para a Suiça, onde tem um primo que conhece o dono da empresa de construção civil onde trabalha.
Em declarações ao Jornal do Lusco-Fusco, Lopinegui vê com bons olhos esta transferência, por se tratar de um trabalho com maior segurança do que o futebol em todos os sentidos: tem rendimentos constantes, está menos dependente de variáveis incontroláveis, e mesmo que tropece do mais alto andaime, já está habituado a cair para cima.
